segunda-feira, 16 de março de 2009

sobre os gols que não foram novidade

depois de dormir por horas parece que o quarto todo se espreguiça comigo num sono ansioso e preguiçoso que quero terminar, mas não consigo. o sol invade o quarto por todos os cantos e uma nesga chega no rosto. pronto. objetivos preciosos e condenáveis no sonho, coisas que eu tinha que fazer ainda antes de acordar. agora é ligar a TV ou ler o jornal. Lula e Obama dão risadas juntos na capa, a conversa é longa, é o que diz na manchete. Chávez toma portos e aeroportos, sisudo, na foto. Sant´anna alheio a essas bobagens todas comenta o empenho de uma senhora, que lhe falta o nome da memória ainda durante o discurso – Ana... Ana... Eva... - expõe sua irritação com o trânsito e com o plano do Grêmio para o campeonato gaúcho, a idéia de poupar titulares. a ele não agrada, mas respeita. segue, o jornal é sempre igual. as mesmas pessoas, os mesmos processos, as mesmas paradas. os gols, o tempo, a dupla de rapazes que faz sucesso nacional. ontem eu vi os gols, alguém escutou os caras na novela e logo cedo, tapado, senti frio. parece que nada era novidade nem ontem. mesmo nas transmissões mais simultâneas, ouvindo o jogo pelo rádio a alguns segundos da TV, os gols não eram novidade.

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